Manifesto

19/04/2026

Regiane Campos

Eu não nasci do aplauso.
Nasci do silêncio, da escassez e das dores que ninguém viu.

Aprendi cedo que algumas feridas não sangram no corpo,
mas desenham contornos profundos na alma.

A dor que me transformou não me quebrou —
ela me nomeou.
Deu voz ao que por anos foi calado,
sentido em segredo,
carregado sozinha.

Não romantizo a dor.
Eu a atravessei.
Chorei, questionei, parei…
e ainda assim, não desisti.

Hoje caminho com marcas invisíveis
e uma fé que me sustenta quando as forças falham.
Acredito que permanecer já é, por si só, um milagre diário.

Este espaço nasce para quem também sente,
para quem caiu e levantou diferente,
para quem entendeu que a alma também precisa de cuidado.

Aqui, a dor não é fim.
É travessia.
E a transformação, um ato de coragem.

Seja bem-vindo.
Aqui, a alma tem voz.

Regiane Campos

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