Quando a Dor me Deu Voz

19/04/2026

Regiane Campos

A menina ferida à mulher restaurada

Este é um lugar onde a dor não é espetáculo.
É passagem.

Aqui, a voz não nasce do grito,
mas do reconhecimento.

Escrevo para permanecer.
Para nomear o que ficou.
Para viver inteira.

Quando a Dor me Deu Voz.
Ela foi escrita para acolher, não explicar; para ser presença, não exposição.

Não escrevo para revisitar a dor,
mas para reconhecer o que nasceu depois dela.

Este blog é um espaço de silêncio acolhedor.
Um lugar onde a palavra não corre,
não performa,
não pede permissão para existir.

Aqui, a dor não é identidade —
é travessia.

E a voz que surgiu não grita,
apenas se sustenta.

Sou alguém que atravessou feridas,
vive com fragilidades,
e aprendeu a permanecer inteira.
Escrevo a partir desse lugar:
onde o corpo pede cuidado
e a alma escolhe presença.

Não conto tudo.
Não devo tudo.
Escolho o que fica.

Se você chegou até aqui,
talvez também tenha aprendido
que existir com verdade
é mais importante do que se explicar.

Este espaço é para quem anda devagar,
para quem entende que silêncio também comunica,
para quem sabe que identidade não nasce do que nos feriu,
mas do que reconhecemos em nós depois.

Seja bem-vinda e bem-vindo.
Fique o tempo que precisar.
Aqui, ninguém é apressado.

Regiane Campos

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